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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Annabelle 2: A Criação do Mal (Annabelle: Creation) - 2017

Hoje resolvi voltar e trazer uma review saindo do forno: nossa queridinha Annabelle voltando com tudo às telinhas e levando muita gente pra poltrona do cinema levar uns sustos. Pode ler tranquilo que aqui é spoiler-free :)


Annabelle 2: A Criação do Mal/Annabelle: Creation
·   Nota no site IMDb: 7,1
·   Direção: David F. Sandberg
·   Gênero: Terror
·   Origem: EUA
·   Duração: 109 min.
·   Elenco:   Anthony LaPaglia, Samara Lee, Miranda Otto
(retirado de: http://www.imdb.com/title/tt5140878/)

Sinopse:
Anos após a trágica morte de sua filha, um habilidoso artesão de bonecas e sua esposa decidem, por caridade, acolher em sua casa uma freira e dezenas de meninas desalojadas de um orfanato. Atormentado pelas lembranças traumáticas, o casal ainda precisa lidar com um amedrontador demônio do passado: Annabelle, criação do artesão.
(http://www.adorocinema.com/filmes/filme-241900/)

Crítica:
   Antes de começar, devo já ir tirando meu chapéu para James Wan, a mente brilhante por trás das novas franquias que despontam no cinema a todo ano e já viraram sinônimo de sucesso e salas lotadas: Invocação do Mal e Sobrenatural que, delas, podemos nos deliciar com seus spin-offs de sucesso. A Freira e o Homem Torto estão em produção, e Annabelle já nos conquista desde sua pequena aparição em Invocação do Mal. A forma que Wan aborda suas histórias de um jeito simples e claro, sem muitas delongas, somado à verossimilhança das histórias por já terem acontecido, de certa forma (com o casal Warren), faz seus filmes se diferenciarem do lugar-comum. Que venham muito mais spin-offs e franquias.

Nesta casa todos guardam segredos...
     Agora podemos voltar à nossa boneca favorita. Neste longa, prequel(¹) do primeiro filme, descobrimos como começou a história de Annabelle e vemos como ele leva aos acontecimentos do filme passado, enfim juntando as pontas, um trabalho impecável de roteiro. Começamos com uma família unida e amorosa que sofre uma grande perda e descobre um jeito (terrível, diga-se por sinal) de lidar com isso. Algumas coisas só entendemos com o desenrolar do filme, assim fazendo-nos nos apegar mais aos personagens, e não apenas desejar que eles morram. O longa também conta com alívios cômicos trazidos pela excelente atriz Lulu Wilson, que faz Linda, que se diferencia por ter atitudes que finalmente qualquer pessoa sensata teria em uma situação de horror, destoando-se de outros personagens que sabemos que vão morrer.


Seria a única pessoa sensata do filme?

        Deixando de lado a história, bastante sólida e com reviravoltas e bastante suspense, temos uma fotografia impecável e cortes de cena que se completam, fora ótimas atuações também por parte das crianças. O filme, ao contrário de 90% de filmes de terror, não se passa totalmente no escuro, e sim se valendo de muitas cenas com luz solar a pino que te deixam de cabelo em pé igualmente se estivesse tudo escuro, contando apenas com simples jogos de luz e sombra. Os enquadramentos e movimentos de câmera são piores que os sustos em si: com sutileza guiam o olhar do espectador para olhar além do que está em tela. É aquele princípio: "não quero olhar pois sei que alguma coisa vai acontecer, mas tenho que olhar mesmo assim." A boneca também não deixa por menos: parada e com olhar constante em todo tempo de tela, consegue deixar o espectador tenso apenas por sua presença na cena, mesmo não movendo um fio de cabelo.


Juro que tô quietinha!

        No fim das contas, a única coisa que queremos é não pagar um ingresso caro de cinema para ver os mesmos clichês. Em Annabelle, que mistura cenas de suspense com algumas poucas de gore(²), temos um equilíbrio perfeito entre história, produção e atuação. Mesmo com muitos filmes de terror que prometem vindo em 2017, não deixe de ver a boneca na tela grande. Mas para quem se impressiona fácil, passe longe!

(¹)Prequel:  é o nome dado a uma obra narrativa que contém elementos ambientados no mesmo universo ficcional, cuja história antecede ao trabalho anterior, apresentando eventos que ocorreram antes da obra original.
(²)Gore: cenas que, deliberadamente, se concentram em representações gráficas de sangue e violência explícita.




terça-feira, 25 de março de 2014

The Cat Lady (2012)

Mais um post sobre jogos! Esse game saiu em 2012 mas só agora que o notei e procurei sobre. Antes da crítica, aviso que não o joguei, apenas vi o gameplay de 5 horas completo em um dia só.
Por ter gostado muito e também a pedidos, escreverei a crítica.



The Cat Lady

Fabricante: Harvester Games
Estilo: Adventure, Point-and-click
Sistema Operacional: Windows
Ano de lançamento: 2012

Sinopse:
     "The Cat Lady segue a história de Susan Ashwort, uma solitária de 40 anos de idade beirando o suicídio. Ela não tem família, não tem amigos e não há esperanças de um futuro melhor. Um dia, ela descobre que 5 estranhos aparecerão em sua vida e mudarão tudo."
(retirado e adaptado de http://www.desura.com/games/the-cat-lady)

Crítica:
   Como deu para perceber um pouco na sinopse e em uma das fotos de capa do jogo, The Cat Lady possui uma atmosfera no mínimo pesada e é recomendado apenas para maiores de 18 anos, principalmente pelas cenas explícitas de gore e violência.
   Começaremos pelo título: porque 'a senhora dos gatos'? Essa é uma expressão que designa uma pessoa triste e solitária, que geralmente possui muitos gatos morando consigo, justamente por gatos serem conhecidos como animais quietos e que ficam na deles, sem incomodar a ninguém, sendo apenas companhias silenciosas. Esse é exatamente o caso de nossa personagem central, Susan. O jogo já começa com ela mesma lendo sua carta de suicídio. E, a partir daí, as coisas só tendem a piorar. O jogo possui muitos momentos em que você não entende o que está acontecendo, se a história está acontecendo ou se é apenas na mente da personagem, se está viva, se está morta... afinal, não começamos a história com seu suicídio? Mas continuando, como dito na sinopse, 5 personagens aparecem na história e chacoalham a vida de Susan, mudando para melhor e, claro, para pior.
   Você terá que jogar em meio a decisões significativas e histórias e panos de fundo pesadíssimos de serial killers (que dariam um ótimo filme). Não é a toa que o jogo possui 3 finais: o tradicional, o bom e o ruim. Mas a história apenas diverge com mais de 90% de jogo, o que é bom, pois basta voltar apenas um pouco se quiser descobrir os outros finais.
   Contando com um ambiente 2D, side scrolling, e uma paleta de cores variando do cinza ao preto (mas o jogo possui momentos com cor também, e até algumas cenas 3D), pode parecer meio chato a princípio, pela jogabilidade ser bem humilde como todo bom jogo point-and-click, porém, à medida em que a história se desenrola, você percebe que estar imerso naquela narrativa é bem aterrorizante e até um pouco depressivo. Não que isso seja ruim! Para gamers que procuram jogos de horror, muitas vezes este é o objetivo principal. Além da trilha sonora fantástica e completamente imersiva, temos também a arte do jogo que é bem peculiar, amada por uns, odiada por outros, o que não minimiza nem um pouco o jogo; afinal, se a arte fosse bonitona ou mais colorida, o jogo perderia a cara que quer mostrar: de uma vida em preto e branco, com toques de vermelho.
   The Cat Lady é uma diversão para poucos. Para quem preza uma boa narrativa mais do que a jogabilidade em si e cansou de histórias repetitivas sobre morte ou serial killers, é um prato cheio. Bem vindo ao jogo indie mais sombrio do pedaço.




Nota: o jogo está a venda na Steam por pouco mais de 16 reais. Quem quiser ver o gameplay, recomendo os vídeos do Cry clicando aqui, onde ele joga e faz uma ótima narrativa. 


sábado, 18 de janeiro de 2014

A Maldição de Chucky (The Curse of Chucky) - 2013

Este filme saiu em outubro de 2013 e apenas hoje que assisti, na vaga esperança de que fosse lançado nos cinemas, porém, o filme foi lançado direto para DVD. Como uma grande fã da franquia, Chucky não pode passar batido nesse blog! <3


The Curse of Chucky/A Maldição de Chucky

·   Nota no site IMDb: 5,6
·   Direção: Don Mancini
·   Gênero: Terror
·   Origem: EUA
·   Duração: 97 min.
·   Elenco: Chantal Quesnelle, Fiona Dourif, Jordan Gavaris
(retirado de: http://www.imdb.com/title/tt2230358/)

Sinopse:
"Depois da morte misteriosa de sua mãe, Nica começa a suspeitar que o falante boneco ruivo o qual sua sobrinha está brincando pode ser a chave para o recente derramamento de sangue e caos."
(retirado de: http://www.imdb.com/title/tt2230358/)

Crítica:
E finalmente saiu o mais novo filme da franquia Child's Play, criada por Don Mancini (um dos poucos diretores de terror assumidamente gays, nice!), parada desde 2004, após 5 filmes de sucesso, que foram do terror ao humor negro, mas sem descaracterizar o personagem principal, Chucky, um boneco que carrega a alma de Charles Lee Ray, um notório psicopata praticante de vudu. 
Pois bem, a franquia tem uma particularidade a qual já falei, que é da 'mudança de gênero' ao decorrer dos longas. Em Brinquedo Assassino 1 (1998), 2 (1990) e 3 (1991), em que o boneco atormenta a vida da família Barclay, vemos uma história completamente sombria e pesada, onde não tem moleza, o boneco realmente quer matar tudo e todos e não relaxa até ter uma faca na mão e sangue no rosto. Porém, a partir do 4 (1998), vira um humor negro sem tamanho; Chucky consegue uma noiva e juntos saem por aí matando e fazendo piadas insanas. Perde-se a atmosfera tensa e pesada dos primeiros filmes e fica apenas o gore e piadas de sacanagem. 
Em A Maldição de Chucky, Don Mancini volta às origens da franquia, onde o boneco está lá para matar quem estiver à sua frente, não importa o quanto se deforme ou quantos olhos tenha que arrancar. Nesta nova história, ele é mandado por encomenda para uma família nunca vista nos filmes anteriores. Por coincidência, eles moram numa casa imensa com cara de filme de terror, no meio do nada, que tem energia e sinal cortados por uma tempestade. E aí começa nossa história, onde como sempre as pessoas vão morrendo de uma em uma por darem bobeira e não acreditarem que o assassino é simplesmente aquele boneco feio que fica mudando de lugar na casa sem você perceber. 
Sobre o boneco em si, faço uma crítica: sei que de 1988 para cá o FX, ou efeitos especiais, empregados nos filmes, avançaram demais. Vemos isso no boneco Chucky, com as expressões computadorizadas. O fato não agradou a maioria dos fãs, pois pareceu algo super artificial e, realmente, 'coisa de computador'. Nos filmes antigos, o boneco tinha várias cabeças para cada expressão, o que dava a impressão de realmente ser algo palpável, de ter um boneco real com expressões reais (fora que parece que ele pôs botox no rosto e fez escova progressiva).
                                     
          (Qual dá mais medo para vocês?)


Tirando os pormenores, o filme realmente teve uma volta aos antigos e podemos dizer que o boneco está em uma de suas melhores formas de matança. Vale a pena assistir se você é um fã do Chucky, ou apenas está procurando um bom filme de sustos e gore para sua noite de domingo. 


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Jogos Mortais/Saw The Game - (2009)

Acabei este jogo recentemente e percebi que se encaixa com a temática do blog. Decidi escrever uma crítica sobre ele também, a pedidos. 
 



Saw the Game/Jogos Mortais

Fabricante: Zombie Studios
Estilo: Ação, Plataforma
Sistema Operacional: Windows
Ano de Lançamento: 2009


Sinopse:

   "Survival horror em terceira pessoa com elementos de ação, este jogo se passa em um asilo abandonado aterrador, utilizando um misto de jogabilidade exploratória e de resolução de quebra-cabeças. Conforme você avança pelo asilo, irá encontrar todos os tipos de armadilhas, quebra-cabeças elaboradíssimos e imagens tenebrosas que irão testar sua habilidade em processar as pistas sem perder partes importantes de seu corpo em “acidentes” bizarros."
(adaptado de http://www.baixandonanet.com/download-jogo-saw-%E2%80%93-pc/) 

Crítica:

   Ambientado em um asilo imenso e abandonado, como visto na sinopse, este jogo já começa acertando na ambientação: digna de Jigsaw. Nele você joga com o detetive Tapp, o mesmo que apareceu no primeiro filme, interpretado por Danny Glover. A história gira em torno de fazer o detetive parar com sua obsessão por perseguir Jigsaw, que custou a vida de seu parceiro Sing e desestabilizou a vida de várias outras pessoas.
   O modo de terceira pessoa te dá vantagem em perceber bem o lugar à sua volta e prestar atenção em várias pistas: sim, há pistas sempre por todo lado, além de armadilhas. Uma parte chata do jogo talvez seja as armadilhas quase imperceptíveis e longe de checkpoints; o player faz tudo direitinho, acerta, e quando está chegando perto de um checkpoint morre em uma armadilha e tem fazer tudo de novo. Isso desestimula bastante.
   O jogo possui uma atmosfera tensa constante, além de existir pessoas, presas no asilo como você, que tentam te matar a qualquer custo. Escapar deles é difícil, você tem que matá-los, se não fosse pelo pequeno fato que você usa um colar de explosivos no pescoço e se passar tempo demais perto de outra pessoa que também tenha, ele explode. Ou seja, ou escapa, ou mata em tempo recorde! Uma grande sacada do clima de tensão e imersão também são os vários arquivos antigos do asilo que você encontra à medida que explora. Neles, com um inglês básico, você entende um pouco da história do asilo e pode ter um pouco de noção do horror que foi vivido ali dentro.
   Para um fã dos filmes Saw, o jogo parece às vezes o filme sendo interativo. Você tem que fazer escolhas, escapar de armadilhas antes que morra ou a porta se feche, ou a sala exploda. É importante ressaltar que o jogo também tem muitas CG's, inclusive com o famoso PigHead, a máscara de porco que assusta qualquer um. O game precisa de intuição, movimentos rápidos e nervos de aço para não desistir e fechar na primeira parte. É extremamente recomendado a fãs do gênero, e que joguem com as luzes apagadas e fones de ouvido!

                  " I want to play a game."

domingo, 6 de outubro de 2013

Sobrenatural (Insidious) - 2010

E sem mais delongas, irei falar agora sobre um filme muito querido meu, que estava esperando uma oportunidade de reassistir para a próxima crítica ser sobre o mesmo. Acabei de ver agora, então vamos lá.



Insidious/Sobrenatural
  
·         Nota no site IMDb: 6,7
·         Direção: James Wan
·         Gênero: Terror
·         Origem: EUA
·         Duração: 103 min.
·         Elenco: Patrick Wilson, Rose Byrne, Ty Simpkins

Sinopse:
  "A família Lambert acaba de se mudar. Logo, uma das crianças entra em coma de forma inexplicável, o que faz os pais pensarem que a nova casa abriga algum tipo de espírito do mal. Eles logo se mudam do local e nos dias seguintes acabam descobrindo que o problema não estava na casa, e sim no próprio filho."

Crítica:
      A crítica pode ser começada ressaltando o ponto principal deste filme: a originalidade do tema. 
      Não, não apostaram em uma casa mal assombrada com dezenas de outros, ou criancinhas possuídas como dezenas de outros. Apostaram em uma tema ainda não tão explorado e batido pelo cinema de horror: projeção astral. O fato fez com que o filme passasse de "Meh, espíritos em uma casa mal assombrada" para "Uau, o que é projeção astral? Vamos assistir, parece massa". 
      O filme começa com o que parece básico: uma família com crianças se mudando para uma nova casa, quando fatos estranhos começam a acontecer, vultos começam a aparecer, ninguém acredita em quem está vendo coisas... até aí o espectador pode estar entediado ou não esperando nenhuma novidade. Porém o panorama muda quando os médicos não sabem explicar o que aconteceu com um dos filhos do casal, que entrou em uma espécie de coma inexplicável. A razão para este fato começa a se desenrolar na história e o espectador percebe que o fio da meada se estende mais além.
      O longa conta, além de muitos pequenos sustos ajudados pelos sons cortantes, com "caçadores de eventos paranormais", caso possa-se dizer assim, meio loucos e nerds a princípio, que chegam com suas parafernalhas tecnológicas e nos fazem ficar um pouco céticos. Ainda assim, eles se tornam, com o tempo, necessários ao filme. E como dito, se você é cardíaco ou se assusta fácil, não veja esse filme, pois vai lhe dar mal-estar de tantos sustos fora de hora, o que apimenta a tensão vendo o longa na íntegra.
      O fato que pode ser ressaltado sobre o tema é que projeção astral não é fictícia, e sim, é praticada por pessoas que tem habilidades maiores que as medianas, ou uma boa concentração e número de tentativas elevado para conseguir projetar-se. O que não teve verossimilhança foi, claro, a pitada hollywoodiana quando os personagens estão projetados: fumacinhas saindo do chão deixando a cena parecendo que foi gravada dentro de uma geladeira; é um detalhe desnecessário mas que muitos podem ter gostado.
      Apesar de não ter uma boa fotografia, parecendo até um pouco amador em algumas cenas, o visual de alguns personagens é impecável, como o dos "espíritos maus" (sim, os que ficam no meio da "fumacinha".). Muita maquiagem e uma pitadinha de efeitos especiais ajudaram. Apesar, também, das atuações deixarem um pouco a desejar (principalmente a da criança), o filme possui partes imperdíveis, como a aparição do 'homem-bode'! Sem dúvida foi extremamente bem caracterizado, com toda a música antiga tocando alto em seu estúdio na roca de fiar. Alguns espectadores até afirmam que o uso da música faz o momento ser 10 vezes mais assustador, por também ser bizarro. Junto a isso há todo o medo de um pai que deve entrar em um lugar que não entra há anos, sem saber o que há lá, sem saber para onde ir, procurando desesperadamente seu filho que pode não voltar para o seu corpo nunca mais: o Além.
      O filme contará com uma continuação, prevista para o dia 22 de novembro aqui no Brasil, pretendendo seguir com a continuação da história da família Lambert e, pelo trailer, promete revelar o porquê de algumas coisas e dar tantos sustos quanto possível.



quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Post Duplo: Invocação do Mal (The Conjuring)/A Morte do Demônio (Evil Dead) - 2013

E como primeiras críticas, reformularei as duas que já tinha feito e postado em outro lugar sobre os dois filmes de terror até agora mais comentados deste ano!


The Conjuring/Invocação do Mal
  • Nota no site  IMDb: 7.7
  • Direção: James Wan
  • Gênero: Terror
  • Duração: 112 min.
  • Origem: EUA
  • Idioma: Inglês | Latim
  • Elenco: Vera Farmiga, Patrick Wilson, Lili Taylor    
  • (retirado de http://scarytorrent.com.br/invocacao-do-mal-the-conjuring-2013/) 
Sinopse:
"O filme narra o conto horripilante de Ed e Lorraine Warren, investigadores paranormais de renome mundial, que foram chamados para ajudar uma família aterrorizada por uma presença maligna em uma fazenda isolada. Forçados a confrontar uma poderosa entidade demoníaca, os Warrens encontram-se presos no caso mais terrível de suas vidas."
(retirado de http://www.cinemark.com.br/filmes/invocacao-do-mal/4367)

Crítica:
   O filme aproveitou o hype para ser lançado nos cinemas nesta sexta feira 13/09.
   O longa possui vários clichês logo de cara, como lido na sinopse. Como portas batendo, crianças assustadas, porões escuros, almas e afins. Contudo, conseguiu usar deles bem, nas horas certas. Tanto que o filme dá clássicos sustos, mas não são como, por exemplo, Atividade Paranormal, que se sustenta nisso e chega até a ser chato tomar tantos sustos óbvios algumas horas. Invocação do Mal não se aproveita disso para segurar o medo do espectador, afinal é tanta coisa acontecendo de uma vez só e tanta informação para captar que você fica grudado na cadeira. 
   Uma característica interessante que está agradando aos espectadores também é a pegada 80's. Com uma ambientação impecável e figurino condizente, o charme de "filme antigo", mesmo sendo uma produção fresca de 2013, agradou, mesmo com comentários de que se o filme se passasse atualmente poderia ter dado mais "medo". Porém devemos lembrar que o filme é baseado em fatos reais (sim, o casal Warren realmente existiu, e existe até museu deles onde eles guardam os artefatos "amaldiçoados", como o quarto mostrado no filme) e que não seria muito condizente com a história real se o casal Warren estivesse combatendo demônios em casas mal assombradas em pleno 2013.
    Estão rolando classificações de 'melhor filme de terror de 2013'. Não concordo com isso, mesmo que o filme não tenha tantos adversários, pois enfim, os outros únicos filmes de terror que vi este ano no cinema foram Evil Dead e Texas Chainsaw Massacre. Eu não poderia classifica-lo como melhor de 2013, pois sou fã convicta de Texas Chainsaw, mas digo que para os amantes e apreciadores do gênero, ou só quem gosta de ir ao cinema com a galera tomar um susto, é imperdível.
O IMDb não me deixa mentir, a nota dele lá está 7,7 (para quem conhece, os leitores de lá são criteriosíssimos para dar notas, então uma nota acima de 5 é merecível dar uma chance ao filme).

   O que achei sobre o filme? Maravilhoso! Fui esperando muito, justamente por todo mundo falar bem, e realmente encontrei um filme de ótima qualidade. Não só pela ambientação fiel à história (que se passa em 1971), e também pelas atuações impecáveis deVera Farmiga e Patrick Wilson (que descobri nas minhas pesquisas que também fez Sobrenatural (Insidious)). 
   Se você gosta de ficar tenso, pregado na cadeira e levar uns sustos inesperados, ou apenas quer ver um filme diferente, vá ver Invocação do Mal, antes que saia de cartaz.


  

Evil Dead/A Morte do Demônio
  • Nota no site IMDb: 6.5
  • Direção: Fede Alvarez
  • Gênero: Terror
  • Origem: EUA
  • Idioma: Inglês
  • Duração: 80 min.
  • Elenco: Jane Levy, Shiloh Fernandez, Lou Taylor Pucci 
    (retirado de http://scarytorrent.com.br/a-morte-do-demonio-evil-dead-2013/)
     Sinopse:
    "Mia, uma jovem que luta para ficar sóbria, viaja com um grupo de amigos e seu irmão para uma cabana num lugar remoto, onde eles descobrem um livro da morte que leva ao perigo e ao terror."
    (retirado de http://www.interfilmes.com/filme_27486_A.Morte.do.Demonio-%28Evil.Dead%29.html) 

     Crítica:
       Evil Dead é e sempre foi um clássico. Lidar com uma trilogia consagrada há 32 anos requer muito cuidado, trabalho e principalmente coragem por parte do diretor! Confesso que eu mesma fiquei receosa por esta continuação, já que os antigos são perfeitos e acabaram ótimos sem ter que  tirar nem pôr nada. Temos vários exemplos de continuações que não agradam aos fãs, como a franquia Jogos Mortais. Mas claro que eu tive que conferir para poder falar sobre.
       No dia do filme cheguei atrasada dez minutos e não vi o começo, porém começa já na tensão, contando com muita maquiagem e efeitos especiais. Logo a história começa a ser desenvolvida, e ilustra a situação dos filmes antigos: pessoas que vão ficar em uma cabana no meio de uma floresta enorme, com risco de chuvas e inundação. É claro que essa história não iria acabar bem. Logo o Necronomicon (Lembra dele? O livro dos mortos, feito com a capa de pele humana e escrito de sangue humano, apenas) é achado e o poder maligno do livro é liberado sobre nossos queridos personagens, que foram mexer com o que não deviam. Não sei vocês, mas eu não abriria um livro de pele humana e escrito à sangue lacrado com correntes e cadeados que achei numa cabana no meio do nada, mas sempre tem alguém, né. 
       Do que senti falta? De mais maquiagem e menos computação gráfica. Para quem assistiu os filmes antigos, sabe que há muito figurino e caracterizações realmente feitas para assustar, que cumpriram bem o seu papel. Maquiagem que levava horas para fazer, escorrendo do rosto dos atores, misturando com o sangue falso e a sujeira da cabana abandonada, isso sim dava um bom resultado final, que agradou a todos os fãs. O Evil Dead de 2013 eu não diria que deixa a desejar, e sim que perdeu um pouco o charme (como Brinquedo Assassino novo, mas esse já é em um outro post). Mas mesmo com isso o filme continua com uma ótima atmosfera tensa e cenas que fazem você virar o rosto para não ver (confesso que na cena do olho me segurei na cadeira).
       Enfim, o remake é tenso como o original (aliás, alguns até classificam o original como humor negro, pelas caracterizações ditas ultrapassadas, mas continua sendo terror), não me decepcionou e. pelo contrário, achei uma ótima contribuição para os filmes de terror deste ano. Na verdade aproveito todos os filmes do gênero que saem no cinema indo vou assisti-los ao invés de fazer download, pois já são muito escassos. Fica a espera para Carrie e Sobrenatural 2. Por favor, assistam, para este nosso amado gênero continuar saindo nas telonas!